De repente 30
A um tempo este espaço destinado à descrição de minha pessoa andou vazio, e às vezes habitando coisas que não pertenciam a mim. Depois de algum tempo ausente, eu senti vontade de expressar o que meu coração estava a dizer.
A diversidade inerente e divergente fez e faz parte da minha vida. Foi preciso entender que tudo é um processo e passageiro. Exercito a paciência que me foge sempre e faz minha fama de nervoso e estressado, o que posteriormente se torna uma grande piada.
Princípios e valores são carregados sempre comigo. Confesso que numa determinada fase, pequena, mas suficiente, fiz esquecer tudo em busca de conceitos e pré conceitos que concebem essa loucura de mundo. Concluí que não pertenço a ele, embora existam tatuagens em mim que marcam a minha passagem. Prefiro viver no meu mundo paralelo, ele é especial. Nele, os homens são bons e não mentem.
Adoro viajar, sorrir, dançar... Tento ver o lado bom daquilo que não tem. Penso muito, penso além, aquariano nato. Vejo e prevejo antes de acontecer. Reservo. Sinto. Tento, até onde manda meu coração. Ou não. As vezes consigo e muitas vezes não. Canso. Desisto. Sou humano. Sincero. Às vezes falta-me razão. Tenho ídolos, que nem sabem que são, mas, tenho, admiro apenas. Tenho arrependimentos... Não sou hipócrita ao ponto de falar que faria tudo de novo... Loucura. Faria tudo diferente com a experiência que hoje tenho.
Humildade, é o que me chama atenção e me conquista. Não tenho vergonha de expor meus sentimentos. São verdadeiros, por mais dura e fria que seja a recepção e o retorno deles.
Não preciso falar pra que me entendam. Olhem pra mim, meu corpo fala e as vezes até o que não deve. Hoje, começo a medir consequências para conseguir o que quero. Respeito. Sempre reformulo sonhos. Tenho focos. Confesso que as vistas já começam a embaçar, mas eu prefiro chegar mais perto, ou melhor, junto... Disposto. Às vezes me pego olhando pra traz e percebo que ainda tenho muito a aprender e não sei quando estarei pronto... Tenho medos. Criança grande.
Ganhei diplomas, almejo outros. Conquistei novas amizades, perdi velhas... Perdi a carinha de criança, ganhei cara de homem. Já luto contra o tempo, não o perco mais. Basta de orgulho, ele já me fez perder coisas muito preciosas.
Aprendi a falar quando devo e até quando não devo, também sou de opinião... Tento fazer tudo valer a pena, poque tudo vale, afinal, são 30 anos de experiência. Tensos e intensos, mas bem vividos. Espero que mais, mas, tenho sede, de pelo menos, mais 30 anos de história...
Agradeço a todos que fizeram parte dessa minha parte da vida e aos que fazem e farão parte do meu futuro. Valerá a pena escrevermos de novo, novos tudo.
Leandro Perez
10/02/2011
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